Quantas viagens a Portugal são precisas para colocar implantes?
Duas. No percurso descrito pelo Instituto AreLuna, o implante unitário pede duas a três consultas mais cerca de três meses de osteointegração, e esse intervalo passa-se em casa, sem consultas, o que dá uma viagem para a cirurgia e outra para o dente. Para uma arcada completa, o total não muda, mas a razão, sim. O número de viagens de um caso concreto depende de avaliação e diagnóstico individual prévios.
Contar viagens é contar dinheiro
É a primeira confusão a desfazer, e é a que leva a comprar bilhetes a mais. Um percurso de implante mede-se em consultas e não em viagens: duas a três, segundo a descrição do Instituto AreLuna. Várias cabem numa mesma estadia, separadas por alguns dias. Quantas consultas, e portanto quantas estadias, depende de avaliação e diagnóstico individual prévios. O que obriga realmente a voltar é outra coisa.
É o intervalo de osteointegração, o tempo que o osso leva a prender-se ao titânio. Esse tempo não se encurta com disponibilidade nem com marcações: é biologia, e passa-se longe da clínica. As durações aqui citadas são as que o Instituto AreLuna descreve, e continuam sujeitas a avaliação e diagnóstico individual prévios.
Na Suíça, esta contagem tem uma consequência direta no orçamento. O seguro de base praticamente não cobre os cuidados dentários, pelo que nenhuma viagem é amortecida por coisa alguma: um voo a mais a partir de Genebra é uma despesa a mais, inteira. Saber quantas viagens o tratamento pede já é parte da conta.
Um dente: a cirurgia, e o dente meses depois
Nos termos do Instituto AreLuna, o tratamento consiste em substituir um dente perdido por um implante de titânio com coroa de zircónia, planeado a partir de uma radiografia 3D. O percurso tem duas partes separadas por uma espera: primeiro o implante entra no osso; decorrido o tempo de osteointegração, que situa em cerca de três meses, chega o dente que se vê. Estas referências temporais são indicativas e dependem de avaliação e diagnóstico individual prévios.
Entre uma e outra, nada está marcado em Portugal. A descrição é explícita neste ponto: a osteointegração decorre em casa, sem consultas.
Resta a duração de cada estadia. Para a primeira, a da cirurgia, o Instituto AreLuna indica um mínimo de três dias: um para a avaliação, um para a cirurgia, que tem em geral lugar no dia seguinte à consulta de diagnóstico, e pelo menos um de recuperação antes de voltar a apanhar o avião. Este mínimo não fixa a duração de um caso concreto, que depende de avaliação e diagnóstico individual prévios; e, como a clínica não atende ao fim de semana, são três dias úteis. Para a segunda viagem, nenhuma duração está publicada.
Uma arcada inteira: as mesmas duas viagens, por outro motivo
Quando o que se substitui é uma arcada inteira, com uma prótese fixa assente em quatro ou seis implantes, o calendário muda de forma mas não de conta. O Instituto AreLuna descreve o percurso como uma cirurgia mais duas a três consultas de acompanhamento, e o protocolo prevê uma prótese fixa provisória em 24 a 72 horas quando a avaliação por CBCT confirma as condições para carga imediata. Nada está fixado enquanto não houver avaliação e diagnóstico individual prévios.
Tudo está na palavra provisória. A prótese que fecha o espaço nos primeiros dias não é a que fica: a definitiva chega três a quatro meses mais tarde, segundo a descrição do Instituto AreLuna, e é por causa dela que há uma segunda viagem. Também aqui o prazo é indicativo e depende de avaliação e diagnóstico individual prévios.
Os dois casos não se somam nem se misturam: são dois calendários diferentes, com o mesmo número de viagens por razões diferentes.
Duas viagens para quem já viajava
Esta contagem interessa sobretudo a quem não faz a deslocação por causa do tratamento. Quem vive na Suíça romanda e visita a família já tem, num ano normal, mais de duas viagens na cabeça. A questão prática passa a ser saber se as viagens já previstas caem, ou não, no intervalo que o tratamento exige.
Esta conta só se fecha com datas concretas em cima da mesa e depois do exame. Começa pelo número +351 220 430 090 e termina numa consulta de avaliação na Rua de Júlio Dinis, 194, 4050-327 Porto, morada onde os cuidados dentários do Instituto AreLuna são prestados. O Instituto AreLuna está registado na Entidade Reguladora da Saúde com o número 161637 e tem o alvará 21593.
Perguntas frequentes
São sempre duas viagens?
Duas é o que resulta do percurso descrito pelo Instituto AreLuna, tanto para o implante unitário como para a arcada completa. Não é uma regra válida para toda a gente: o número de viagens de um caso depende de avaliação e diagnóstico individual prévios, e alguns planos comportam etapas suplementares, como um enxerto ósseo, que só o exame revela.
O intervalo entre as duas viagens obriga a consultas em Portugal?
Segundo a descrição do Instituto AreLuna, não: a osteointegração decorre em casa, sem consultas. O que convém fazer em caso de incómodo durante esse período não se responde numa página escrita para toda a gente: depende do caso e das indicações de quem operou.
Quantos dias ocupa cada viagem?
Para a viagem da cirurgia, três dias no mínimo, em dias úteis: avaliação, cirurgia e depois pelo menos um dia de recuperação antes do voo de regresso. Para a segunda, nenhuma duração está publicada. Nos dois casos, a duração real depende de avaliação e diagnóstico individual prévios.
De que aeroporto se parte?
Há ligações a partir de Genebra, Zurique e Basileia para o Porto. A partir da Suíça romanda, Genebra é o aeroporto mais utilizado. Os cuidados dentários são prestados no Porto, na Rua de Júlio Dinis, 194.