Quanto tempo leva o osso a ligar-se ao implante?
A ligação entre o osso e o implante tem um nome, osteointegração, e tem o seu tempo próprio. Para o implante unitário, o Instituto AreLuna descreve um percurso de duas a três consultas e cerca de três meses de osteointegração; para a reabilitação com prótese fixa, indica que a prótese definitiva é colocada três a quatro meses depois da cirurgia. São prazos indicativos, e o calendário de um caso depende de avaliação e diagnóstico individual prévios.
O que acontece, e como se chama
«Colar» é a palavra que toda a gente usa, e serve. O nome clínico do que se passa é outro, osteointegração, e designa o período durante o qual o osso e o implante de titânio acabam por formar um conjunto estável. É este período que fixa o calendário do tratamento, e nenhuma agenda tem voto na matéria.
Daí que um tratamento com implantes tenha quase sempre dois momentos separados por meses. Primeiro, a cirurgia, a que coloca o implante. Depois, um intervalo em que, visto de fora, nada acontece. A peça visível, aquela com que se mastiga, só chega no fim.
É este intervalo do meio que surpreende quem chega com a ideia de resolver tudo numa semana de férias. Não é uma lentidão administrativa nem um lugar numa fila de espera: é tempo biológico, e conta-se em meses.
Os prazos que o Instituto AreLuna indica
Para o implante unitário, o percurso publicado pelo Instituto AreLuna é de duas a três consultas e cerca de três meses de osteointegração. Para a reabilitação com prótese fixa, o estabelecimento situa a colocação da prótese definitiva três a quatro meses depois da cirurgia. Estas durações são indicativas, e o calendário próprio de cada pessoa depende de avaliação e diagnóstico individual prévios.
Leem-se pelo que são: uma ordem de grandeza para organizar a vida, e não uma data inscrita na agenda de quem lê. Ninguém escreve uma página tendo visto o osso do seu leitor, e nenhum texto antecipa o que um exame dirá de um maxilar concreto.
Esta página não avança, por isso, prazos mais curtos do que os indicados pelo estabelecimento, nem os apresenta como um mínimo. Um número encurtado numa página de saúde lê-se como uma promessa, e é exatamente isso que não pode lá constar.
Uma espera que nada custa, entre duas que custam
Segundo a descrição do Instituto AreLuna, o período de osteointegração decorre em casa, sem consultas. Para quem vive na Suíça romanda, estes meses passam-se na vida normal, sem viagem intercalar prevista para o efeito.
Isto tem uma consequência orçamental, e conta mais aqui do que noutros sítios: como o seguro de base praticamente não cobre os cuidados dentários, cada viagem suplementar é uma despesa inteiramente pessoal. A espera, essa, nada custa; o que custa são as idas e vindas, e o intervalo não pede nenhuma.
Na prática, o tratamento reparte-se assim por duas vindas a Portugal, a da cirurgia e a da prótese definitiva, separadas pelo intervalo de osteointegração. Quantos dias ocupa cada uma destas vindas é outra questão, que se responde com o plano de tratamento à frente e não por estimativa.
Perguntas frequentes
Três meses ou quatro?
O Instituto AreLuna situa a osteointegração em torno de três meses para o implante unitário, e a prótese definitiva entre três e quatro meses depois da cirurgia. Qual dos dois vale para uma pessoa concreta resulta de avaliação e diagnóstico individual prévios, e não de uma média.
Fica-se sem dentes durante este tempo?
Isso depende das próteses provisórias, e a resposta lê-se no plano de tratamento. Esta página trata do próprio intervalo, não do que o preenche.
É preciso voltar a Portugal durante a osteointegração?
Segundo a descrição do Instituto AreLuna, este período decorre em casa e sem consultas. O que está previsto numa situação concreta consta do plano entregue depois da avaliação.