Disseram-me que não tenho osso suficiente. Posso ter dentes fixos na mesma?
Uma recusa por falta de osso é uma recusa dada a um plano preciso, estabelecido sobre uma imagem precisa, num dia concreto. Pode confirmar-se numa segunda avaliação e pode não se confirmar. O que o protocolo de arcada completa muda é a posição dos implantes posteriores, inclinados para aproveitar o osso que já existe, o que, segundo a descrição técnica, evita o enxerto ósseo na maioria dos casos. Uma maioria não é uma totalidade, e a decisão pertence a quem examina.
Um parecer incide sobre um plano, não sobre uma pessoa
Na maior parte das vezes, o caminho é o mesmo: uma frase ouvida numa consulta, algures entre Genebra e Neuchâtel, e o assunto fica por ali, por vezes durante anos.
Convém separar duas coisas. Um parecer clínico incide sempre sobre um plano concreto, estabelecido com uma imagem concreta, num dia concreto. Quer dizer que aquele caminho não é praticável com o que então se conhecia. Não fecha, por si só, todos os outros.
Isto não equivale a dizer que o primeiro parecer estava errado. Uma segunda avaliação pode confirmá-lo por inteiro, e essa também é uma resposta, uma resposta que chega mais cedo e mais barata do que uma viagem feita sobre uma dúvida.
Perguntar duas vezes, quando nada é partilhado
Na Suíça, pedir uma segunda opinião em matéria dentária paga-se como a primeira: o seguro de base praticamente não cobre estes cuidados, pelo que nada é amortecido. Isto explica porque tantas pessoas ficam por um único parecer, e porque uma segunda avaliação é muitas vezes adiada.
É também o que torna útil fazer coincidir essa segunda avaliação com uma viagem já prevista, em vez de organizar uma só para ela. O que se leva conta: as imagens existentes evitam refazer o que já está feito.
O que a técnica muda, do lado do osso
O protocolo de arcada completa não reparte implantes por todo o maxilar. Agrupa-os num número reduzido de apoios. Segundo a descrição técnica do protocolo, os dois implantes posteriores são colocados inclinados, até 30 graus, para aproveitar o osso já presente.
Daí vem a frase que interessa a quem faz esta pergunta: assim, o All-on-4 evita o enxerto ósseo na maioria dos casos. É uma técnica que ali se descreve, e não o caso de quem lê. E é preciso ler «na maioria» até ao fim: há casos que lhe escapam.
Sobre o que se faz quando ele não o evita, esta página não avança nada. Nenhum facto publicado pelo Instituto AreLuna incide sobre outras técnicas em caso de perda óssea marcada, e nenhuma é por isso nomeada aqui.
É a imagem que responde, não a memória
É a radiografia 3D que decide. O CBCT mostra o osso em volume, a altura e a largura presentes em cada zona, e é essa informação que diz se há apoio onde o plano o exige. Uma radiografia plana, ou a lembrança de uma consulta antiga, não basta.
O Instituto AreLuna descreve um protocolo de implantes em que o caso é planeado em computador antes da cirurgia, a partir dessa imagem. A decisão toma-se, ainda assim, sobre a imagem atual e com a pessoa presente.
Há também casos em que uma arcada não tem indicação para este protocolo, com ou sem enxerto. O que pesa nessa conclusão não é só o osso: é também o estado geral de saúde e os hábitos que interferem com a cicatrização. Isoladamente, nenhum destes elementos decide coisa nenhuma. A consulta de diagnóstico marca-se pelo número +351 220 430 090, para a clínica da Rua de Júlio Dinis, 194, 4050-327 Porto; o que dela sair deve ficar escrito, e o montante que o acompanha depende de avaliação e diagnóstico individual prévios.
Perguntas frequentes
Uma recusa dada noutra clínica é definitiva?
É definitiva para o plano que foi examinado. Uma segunda avaliação, com imagem 3D, pode chegar à mesma conclusão ou a outra. Quem a pede fará bem em levar os exames já realizados, para não refazer o que está feito.
O enxerto ósseo deixa de ser necessário?
Nem sempre. A descrição técnica do protocolo diz que evita o enxerto na maioria dos casos, e maioria não é totalidade. Quando é necessário, entra no plano escrito que sai da consulta de diagnóstico, com o efeito que tem no montante, o qual depende, como o resto, de avaliação e diagnóstico individual prévios.
Pela internet, é possível saber se há osso suficiente?
Não. Sem um exame de imagem lido por um médico dentista, não há resposta, e nenhuma página nem nenhum formulário substitui isso. É por essa razão que a questão acaba sempre numa consulta de diagnóstico presencial.