Tratar mais do que um Suíça

Os meus pais vivem em Portugal: os cuidados deles e os meus podem fazer-se ao mesmo tempo?

Resposta curta

As duas agendas não têm de coincidir, e é essa a boa notícia. Quem vive em Portugal vai às consultas quando lhe convém e não depende de nenhuma viagem. O que exige de facto planeamento é a viagem desde a Suíça, a única ligada a bilhetes e a dias de férias. Cada pessoa é avaliada individualmente, tem o seu próprio plano e consente por si: só o calendário se organiza em conjunto.

§ 01

A restrição é de quem partiu

Quem vive na Suíça conta o tratamento em vindas: quantas, em que datas, quantos dias de cada vez. É um cálculo legítimo e é a razão pela qual há páginas inteiras dedicadas a ele.

Os pais que ficaram em Portugal não fazem esse cálculo. Vivem no país, e para eles uma consulta é uma manhã. A pergunta parece tratar do ajuste de duas agendas, mas resolve-se quase sempre ao contrário: não é preciso ajustá-las. A da mãe e a do pai podem seguir o ritmo do seu tratamento, e a de quem partiu o ritmo das suas viagens.

§ 02

Duas bocas, dois orçamentos, nada a partilhar

Na Suíça, o seguro de base praticamente não cobre os cuidados dentários. Não há, portanto, nada a mutualizar entre duas pessoas da mesma família: cada tratamento paga-se por si, e o que um paga não reduz o que o outro pagará. A pergunta «quanto para os dois» passa a ser uma soma, não uma diligência administrativa.

Cada um tem a sua própria consulta de diagnóstico com radiografia 3D, o seu próprio plano escrito, o seu próprio consentimento. O plano nunca é familiar: é individual. Pai, mãe e filho podem sair do mesmo dia de consultas com três planos diferentes, de durações diferentes e de montantes diferentes.

As durações publicadas pelo Instituto AreLuna dão a ordem de grandeza. Um implante unitário conta-se em duas a três consultas mais cerca de três meses de osteointegração; uma reabilitação de arcada completa conta-se numa cirurgia mais duas a três consultas de acompanhamento. O que vale para um ou para outro depende de avaliação e diagnóstico individual prévios, e não se sabe antes do exame.

§ 03

O que muda o facto de viverem no país

Muda a parte mais cara para quem partiu: as consultas de acompanhamento. Viver no local é ir lá sem bilhete de avião. Os meses que separam uma cirurgia de uma prótese definitiva, que são para um problema de calendário, são para os outros tempo passado perto de casa.

Os horários, em contrapartida, não fazem favores a quem vem da Suíça. O Instituto AreLuna atende de segunda a sexta, das 09:30 às 19:00, e não atende ao fim de semana; os cuidados dentários são prestados na clínica da Rua de Júlio Dinis, 194, 4050-327 Porto. Para os pais, isto quase não muda nada. Para o filho que partiu, cada marcação cai num dia útil, e cada dia passado na clínica é um dia de trabalho que se gasta na Suíça. A primeira estadia de uma cirurgia de implantes conta-se, aliás, no mínimo em três dias, duração que depende de avaliação e diagnóstico individual prévios.

É aqui que o calendário comum volta a fazer sentido. Fazer cair, na medida em que a agenda o permita, as marcações dos pais nos dias em que o filho já está no Porto evita gastar outros dias de férias para os acompanhar. E se for um irmão, uma irmã ou um vizinho que ficou no país a conduzir e a ir buscar, a mesma restrição vale para ele: sem consultas ao fim de semana, é um dia de semana que é preciso libertar.

§ 04

Marcar, e a parte que não é de agenda

Saber se as consultas de duas pessoas podem cair no mesmo dia é uma questão de agenda, e a resposta pertence à clínica e não a esta página: nada do que está publicado indica quantas pessoas podem ser atendidas ao mesmo tempo. Pergunta-se no momento da marcação, pelo número +351 220 430 090, com as datas da viagem à frente.

Resta uma coisa que nenhuma agenda resolve. Os pais são doentes de pleno direito: são eles que ouvem o plano, que fazem as perguntas que ficaram sem resposta e que consentem. Marcar as consultas, acompanhar e até pagar a conta não dá a ninguém o direito de decidir no lugar de um adulto capaz. Quem organiza faz muito; faz tudo, exceto essa parte.

§ 05

Perguntas frequentes

É preciso estar em Portugal durante as consultas dos pais?

Não. Cada adulto capaz é avaliado e consente por si, e o tratamento dos pais não espera pela próxima vinda do filho. A presença é uma escolha da família, não uma obrigação.

As consultas podem ser todas no mesmo dia?

É uma questão de agenda, a que se responde no momento da marcação, pelo número +351 220 430 090. Nada do que o Instituto AreLuna publica indica quantas pessoas podem ser atendidas em simultâneo, e esta página não o inventa.

E se um deles não quiser ser tratado?

Então não se faz nada. Não há um plano para um agregado, há um plano para uma pessoa, e cada uma decide pela sua própria boca. Quem hesita tem o direito de levar o orçamento escrito e pensar, sem prazo imposto, orçamento que, em todo o caso, só existe depois de avaliação e diagnóstico individual prévios.